Mostra de cinema traz estrelas e melhores produções atuais da Itália

Campinas vai sediar, entre os dias 6 e 13 de abril, a primeira edição da Mostra de Cinema Italiano, que contará com a estreia mundial do filme “A Verdade” (Le Verità), do diretor Giuseppe Alessio Nuzzo. Serão diversas obras contemporâneas, além de três filmes antológicos do cineasta Elio Petri (1929-1982), que será homenageado.

O evento contará com a presença dos cineastas Giuseppe Alessio Nuzzo, diretor do filme “A verdade” (Le Verità), e do documentarista italiano Gianfranco Pannone, duas vezes premiado no Festival de Torino, em 1998 e 2001, além do ator e produtor Francesco Siciliano. A entrada para as sessões de cinema será franca e vão ocorrer em vários pontos da cidade.

O evento é promovido pela Prefeitura de Campinas e tem como parceiros o Instituto Luce Cinecittà (vinculado ao Ministério de Patrimônio e da Atividade Cultural e do Turismo da República Italiana), o Top CinePlex do Shopping Prado Boulevard, o Convention Bureau, a Unicamp, a PUC-Campinas, a Universidade Presbiteriana Mackenzie, a Esamc, a Associação VIVI Brasil e a Società Italiana Lavoro e Progresso, de Campinas.

Haverá também eventos acadêmicos. Um ou mais dos artistas participarão de sessões especiais e vão debater, com estudantes e professores, aspectos da realidade italiana e da arte cinematográfica na Unicamp, na PUC-Campinas, na Universidade Presbiteriana Mackenzie, na Esamc e na Unisal.

Entre as atividades paralelas da I Mostra de Cinema Italiano, está programado o “Cine Gourmet”, um evento gastronômico na Praça Carlos Gomes no dia 9 de abril.

A Orquestra Sinfônica de Campinas, igualmente programou dois eventos para os dias 8 e 9, com obras dos compositores italianos Nicola Piovani (1946), Ennio Morricone (1928) e Nino Rota (1911-1979).

Estrelas Convidadas

A I Mostra de Cinema Italiano trará para Campinas três estrelas das telas do país.

Giuseppe Alessio Nuzzo - É um jovem cineasta de 27 anos. É o idealizador da “Mostra Internacional do Cinema Social”, criada em 2011, realizada anualmente na região de Nápoles entre os meses de maio e junho. Ele dirigiu inúmeros curtas-metragens e obras audiovisuais abordando questões sociais e políticas. 

O diretor produziu anteriormente três documentários: "Cinema na costa" (Cinema in Costiera); e os curtas-metragens "A vida" (La vita) e “Primitivamente: as duas faces da terra dos fogos” (Primitivamente: Le due facce della terra dei fuochi). Todas as obras são de 2014.

O filme “A verdade” (Le Verità) foi anunciado primeiramente em setembro do ano passado durante o Festival de Veneza. Na ocasião, um trailer da obra, ainda inacabada, foi exibida no evento, gerando grande expectativa para o lançamento.  

O filme é estrelado por Francesco Montanari, Nicoletta Romanoff, Anna Safroncik, Fabrizio Nevola, Massio Poggio e Yuri Napoli. Trata-se de um thriller: voltando de uma viagem de negócios na Índia, Gabriele Manetti, um jovem empresário, sente que sua vida está tomando uma direção diferente do que ele esperava. Seu mundo, todas as suas crenças, as relações com sua namorada e seus amigos não conseguem satisfazê-lo mais. Depois da viagem, ele acidentalmente descobre que adquiriu uma nova habilidade: ver além das aparências, assim como a capacidade de prever o futuro...

 

Gianfranco Pannone - O cineasta já dirigiu 19 filmes. Sua obra é marcada por reflexões sobre problemas sociais e questões de ordem cultural da Itália contemporânea. 

Ele é professor da disciplina de documentário da Universidade de Roma 3. O cineasta escreve o jornal online “O Documentario.it” (http://www.ildocumentario.it/) e é responsável pela seção “Olhos Abertos”, do Festival Medfilm, de Roma.
 
Pannone ganhou, por duas vezes, o Festival de Torino. Na primeira vez, em 1998, com o curta-metragem “Kelibia-Mazara” (1998), sobre um imigrante tunisiano na Itália, e “Latina / Littoria” (2001), sobre especulação imobiliária e conflitos ideológicos na comuna de Latina, no Lácio.
 
Pannone é conhecido também pelos documentários “Sob o vulcão”(Sul vulcano), de 2014, a respeito da relação entre o Vesúvio e as pessoas que habitam suas encostas. O filme foi indicado para o prêmio David Donatello de 2015 e para a Fita de Prata de melhor documentário da Associação de Jornalistas de Cinema da Itália.
 
Outro trabalho de destaque na filmografia do diretor é Pedras, milagres e petróleo (Pietre, miracoli e petrolio), de 2004, no qual narra o impacto social e econômico da descoberta de reservas de petróleo na região do Vale do Agri.
 
Uma curiosidade: dos 19 filmes de Pannone, apenas um, “Eu, que só amo a ti” (Io che amo solo te), de 2004, não se enquadra na categoria documentário. 

 

 

 

Francesco Siciliano - Ator, diretor, produtor e gestor cultural, formado pela Accademia Nazionale d’Arte Drammatica “Silvio D’Amico” em 1992. Filho do escritor Enzo Siciliano, nasceu em Roma em 1968. Iniciou sua carreira em um dos principais teatros italianos. No cinema, trabalhou com Luigi Comencini, Bernardo Bertolucci, Angelo Longoni, Carlo Lizzani, Mimmo Calopresti, Abel Ferrara e Ettore Scola.

Venceu, no festival Nastro d'Argento, o prêmio de melhor ator coadjuvante com o filme “O jantar” (La Cena), de Ettore Scola em 1999.Na I Mostra de Cinema Italiano, Francesco Siciliano pode ser visto no filme “A santa” (La Santa, de 2013), do diretor Cosimo Alemà.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Homenagem

A I Mostra de Cinema Italiano fará uma homenagem ao premiado cineasta Elio Petri (1929-1982). Autor de um cinema político, ele evidenciou mudanças na Itália do pós-guerra a partir do realismo e representa a geração que mudou o cinema de seu país.

Elio Petri ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 1971 com o filme “Investigação Sobre um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita” (Indagine su un cittadino al di sopra di ogni sospetto). Foi roteirista de 30 filmes e dirigiu outros 18. Conquistou também prêmios nos festivais de Cannes, Berlin, Veneza, Mar del Plata, entre tantos outros.

Na I Mostra de Cinema Italiano, serão exibidos os filmes “Investigação Sobre um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita”, “A classe operária vai ao paraíso” e “Juízo final”.